quinta-feira, 25 de Dezembro de 2008

Aqui

Aqui dizia criar. Aqui digo que podemos ser qualquer coisa. Aqui é um espaço.

quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

NATHAL

Sim, é nathal. Como todos os anos o bacalhau é o rei da festa. Desculpem os citadinos que comem leitão. E desculpem aqueles citadinos que também comem bacalhau. A festa começa, as hostilidades põem-se de parte, sim, é nathal. Existem regras e postus de nathal. Estar, ser, falar, comer ... não por mim que eu como normalmente: rápido. Falamos depois.

quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008

O espirito da coisa

Por vezes, quando caminhamos desarrumadamente pela estrada em paralelo com o intuito de chegar a uma via láctea, apercebemo-nos que os castelos que se constroem apenas servem para os ditos burros olhar. Tudo é devaneio de mentes encorpadas em significações pessoais que ninguém, de facto, percebe. Temos uma aptidão inata de facilmente enganar os outros enquanto facilmente nos enganamos a nós. Vidas traçadas em noites riscadas, passa-se o tempo, brincando com o playmobile que já nem sequer temos e com a Barbie que foi, recentemente violada pelas leis da Natureza que se imposicionam sob um discurso de beleza aparente, residual ou até mesmo vestigial. Assumimos responsabilidades que não temos que assumir e quando nos apercebemos, são mesmo responsabilidades e não coisas em forma de coiso. Os dias passam, da mesma forma que os anos, anualmente fazem anos. Tudo se coisifica numa tentativa de encontros maquiavélicos, insípidos, inodoros, uma merda vá. Queria era depositar um olhar nesta coisa que gira em torno das nossas cabeças, sentidos e emoções, que nos agarra e passeia sob a forma de um Twister sem segurança e de banco roto, pobre e insignificante, até porque, andar de Twister não tem piada alguma. Estratégias de marketing pessoal para nos autopromovermos nesta localidade global de saldos extremamente caros e carentes de soluções de venda avulso. Somos os peões que se dão ao luxo de passar pelas magestosas passadeiras brancas às riscas, podendo, contudo, fazê-las desaparecer com um simples toque de narina. Jogo ao fito, à bola e à macaca, jogo por jogar porque nunca fui bom em nenhum deles e realmente não me interessa, desde que jogue. Participar na banda de música é bom. Toca-se e trocam-se os instrumentos de uma forma súbtil mas ríspida para quem não gosta que toquem nos seus. Cordas finas para dedos grossos numa banda em que o maestro é uma simples batuta e o rapaz apenas lhe promove movimento, energicamente. Coitado de quem....

domingo, 21 de Outubro de 2007

Fazer de conta

Agora temos um minuto para brincar....
Um minuto...
faz de conta que ...
Faz de conta que tudo na vida não passa de uma hora no relógio, que tudo é simples e que nada te impede senão um pulso que não pulsiona....
É fácil...
Tudo se transforma consoante a antítese do olhar, o divagar ....
Tudo é nada mais que uma interpretação, uma objectivação subjectiva e um olhar fixo, permanente, mas interpretativo.Tudo é assim, um acordo sem cláusula, uma cláusula sem limites.
Quanto custa um aparato e quanto um aparato tem influência numa vida sem custo.
TUdo se torna complicado numa facilidade comum sem termo à vista. Assim sou, falo por mim porque assim me apetece. Sem etiquetas, rótulos, frenesim.
Uma forma amorfa de dispositar dispositivos cognitivos que sem se cruzar estão relacionados e assim se faz tudo... foda-se, tudo tem nome....
Começo a ficar sem perceber o porquê de um movimento agnóstico e protestante. Uma complexa rede, salvo seja. Temos nomes, explicações, tudo parece banal.... Aquando isto, temos o reverso dos gumes da espada, tanta merda... Retóricas, lexicões exacerbados, associações cognitivas extrapoladas ... foda-se... até chateia... nada como falar à toa ! arritmar melodias. Contrariar geniosidades enquanto nos deliciamos com elas... O contra é fácil e saboroso. O Pró também tem os seus encantos. Penso, contudo, que tudo possa ser fruto de leituras, trabalho prévio, opiniões extra pessoais que adquirimos como nossos, apropriamo-nos de opiniões alheias pq até fica bem e o diálogo parece interessante.... merdices vá lá ... Bem, vou ouvir música...

quarta-feira, 3 de Outubro de 2007

Políticos, os tais que ... coiso.

Estes sim, os que mais gozo dão de satirizar. Comparados a árbitros, pois passam seu legado a ouvir bocas direccionadas a suas queridas mães. Palavrões fofinhos, simpáticos que, no entanto, são o fruto do seu trabalho e posterior feedback do populu. Tenho uma certa pena deles, não muita. Possuem um cargo exigente, no qual todos estamos de olho, isto é, de olho naquilo que nos mostram. Analogamente podemos citar um ou outro vidente ou bruxo, no sentido mais lato que a palavra oculto pode significar. São os mestres do ocultismo. Isto oculta aquilo, enquanto aquilo servia para ocultar aqueloutro. Aqueloutro ocultava uma situação que, por sua vez, ocultava uma outra, ocultando algo que estava oculto. Existe sempre uma justificação para tudo, nunca é admitido um erro. Quando admitido, é imediatamente apontado como algo que vem detrás. O partido anterior é que abriu a lacuna, eles são os verdadeiros danosos. Um ciclo vicioso, igualmente ocultado, pois não vem nos manuais de introdução à política, os quais meticulosamente vasculhei. Tudo isto, porque após uns largos anos sem votar me decidi a participar na paródia, na rambóia. Não diferenciava (e ainda tenho várias dúvidas) sobre o que é o Socialismo, Comunismo, etc. Esquerda e Direita na minha ideia eram apenas direcções que podíamos tomar quando parados num STOP, ou uma das duas mãos com as quais podemos amigavelmente “coçar o esquerdo”. Estava enganado! Esquerda e Direita, podem significar tendências políticas, quem o diria. Abismado fiquei, confesso. Foi de facto uma forma simplista de dividir a Política, bastante aportuguesada digamos: “ó chefe, mas afinal você é de Esquerda ou de Direita?”. Realmente, o porquê de construir complexos em torno da política? Questiono-me apenas com o porquê desses termos. Sempre gostei do “Cima” e do “Abaixo”, ou “Por detrás” e “Pela frente”. Era giro. Ficava doce perguntar a uma menina com os seus 25 anos (por exemplo): “Menina, você é “Por detrás” ou “Pela Frente” ?”. São pontos de vista. Também não estou numa de mudar a política, que fique esclarecido de forma a não suscitar dúvida a alguns leitores mais perdidos na Crónica. Um outro facto que me questionei, ao qual ainda não consegui uma resposta digna, ou simplesmente plausível, é a questão da posição standard da tendência política. Melhor: Afinal, a partir de quando é que se deixa de ser de Esquerda para ser de Direita? Existe meio Esquerda? Mais ou menos Direita? Tipo: existe alguma definição que satisfaça esta minha dúvida? Algum síndrome? Bem, como sou um rapazito leigo, com uma diminuta vontade viajar ao mundo de Alice, e um certo défice de memória, vou, por mais uma vez plagiar. Se me permitem: esquerda




s. f.,
lado esquerdo;

mão esquerda;

grupo parlamentar que se senta à esquerda do presidente;

Polít.,
grupo político ou intelectual cuja ideologia é progressista, quando comparada com a de outros grupos.

direita




s. f.,
a mão direita;

dextra;

lado direito;

grupo parlamentar que se senta ao lado direito do presidente da respectiva assembleia e que é geralmente constituído por elementos de opiniões conservadoras;

conjunto dos grupos e partidos políticos conservadores;

loc. adv.,
às -s: como deve ser.

Depois desta consulta, fiquei muito mais esclarecido. Nada como recorrer a fontes bibliográficas e documentais. INTERNET aparece como a salvação dos preguiçosos. Aleluia, finalmente um Deus louvável. Bem, pelo que me apercebi desta micro-rápida-consulta, ser de Direita ou de Esquerda, reside na posse do assento – lado direito ou, pelo contrário, lado esquerdo – não deixa de ser curioso, pois dá a sensação que os últimos a chegar serão prejudicados, pois na volta são de Direita e terão que se sentar na Esquerda no famigerado caso de chegar atrasado. Isto de política tem que se lhe diga é certo. Por outro lado, constatei que a palavra progressista vem correlacionada com o termo Esquerda e o medieval termo – conservador- associado à Direita. Plagiando novamente: progressista




de progresso
adj. 2 gén.,
respeitante ao progresso;

que é favorável ao progresso;

que tem ideias políticas e sociais avançadas;

designativo de um antigo partido político em Portugal;

s. m.,
membro desse partido;

pessoa política e ou socialmente avançada.

conservador




adj. e s. m.,
que ou aquele que conserva;

funcionário público que tem a seu cargo o registo predial, o registo civil, etc. ;

aquele que tem a seu cargo a conservação de um arquivo;

aquele que, em política, se opõe a reformas radicais.

Aquando esta descoberta, rapidamente me identifiquei: Sou de Esquerda! Sou um espécime socialmente avançado, tenho de facto ideias políticas e sociais avançadas. Sou um ser supranatural. Progresso is my middle name. Rapidamente me habituei à ideia de ser extra-ordinário, podendo até confessar que o meu ego insuflou de tal forma que o meu peito inchou, parecendo um daqueles culturista que levanta 300 e tal kilos com cada mão (dizem eles). Por outro lado, fiquei curioso de como é que alguém queria ser de Direita !!! Afinal, qual é a ideia de ser conservador. Old Fashion !? Bahhhh. Nada disso! Isso já passou. Os tempos são outros amigo. Nós agora (Esquerda) vamos dar cartas, nós somos o progresso, pelo menos é o que diz o nosso amigo Priberam. Depois desta exaustiva análise percebi o fundamento político. Uma questão de ter cuidado em chegar cedo para termos um lugar vazio para nos sentarmos. Isso sim é política da mais pura. Vivemos num mundo de dextros e canhotos, sem nunca ninguém dar muito valor a isso … afinal havia algo oculto. Habitavam, no entanto, uma multiplicidade de questões na minha pequena meloa. Como que se de música se tratasse. De quando em vez, lá vinha o colibri azucrinar minha linda orelha: “Comunismo, Democratismo, Socialismo”. Era irritante. Farto e farto de plagiar mas com o raio do colibri a atazanar me as minhas elegantes orelhas, decidir abarbatar pelos colarinhos o meu amigo Priberam On-line e saiu isto: comunismo




s. m.,
teoria social que preconiza a supressão da propriedade individual e a comunhão de todos os bens e de todos os produtos da terra e da indústria;

regime político, económico e social que segue a teoria do comunismo;

conjunto dos defensores da teoria do comunismo.
democracia




do Gr. demokratía
s. f.,
sistema político fundamentado no princípio de que a autoridade emana do povo (conjunto de cidadãos) e é exercida por ele ao investir o poder soberano através de eleições periódicas livres, e no princípio da distribuição equitativa do poder;

país em que existe um governo democrático;

governo da maioria;

sociedade que garante a liberdade de associação e de expressão e na qual não existem distinções ou privilégios de classe hereditários ou arbitrários.
socialismo




de social
s. m.,
doutrina de organização económica e social que considera que o interesse e o bem da comunidade se devem sobrepor ao interesse particular;

sistema dos que procuram reformar o estado social, pela incorporação dos meios de produção e consumo na comunidade, pelo regresso dos bens e propriedades particulares à colectividade, e pela repartição, entre todos, do trabalho comum e dos produtos de consumo.

Estava novamente perdido em definições, confuso e distante da minha satisfação pessoal, meu âmago fora novamente atingido. Não querendo ser muito infantil, gostava de ser os três: Comunista, Democrata e Socialista. A minha mãe não deixou. O Comunismo soou me bem. Político Hippie, tudo se divide (e tal), era de facto uma boa política. Depois pensei: “ui, e se depois me mato a trabalhar e os outros andam aí a “coçar a micose”? No final de um dia de árdua labuta, ainda tenho que distribuir o pilim pela comunidade? Fiquei pensativo. Comunismo não era para mim, estava decidido. Então e Socialista? Fiquei perplexo no pensamento… pensativo… dias, até meses submergido em tal pensamento (isto na realidade é mentira). Trabalho em comum (e tal), o interesse colectivo deve sobrepor-se ao individual (e tal)… Ser Socialista é bom. Depois pensei:” mas afinal, isto no fundo no fundo, é ser um Comunista Light! Mesmo que trabalhe, ou que, de alguma forma consiga pôr aí uns rapazes corpulentos a trabalhar para mim, depois também não vou ser devidamente recompensado. Mau Mau! Restava-me ser Democrata. O termo não me era estranho, Grécia Antiga (e tal) - demos cracia – o poder é do povo- ou qualquer coisa do género. A ideia era sugestiva. Uma política que defende que todos temos iguais direitos, quer de expressão, quer de poder (e tal) Isonomia, isocracia, isegoria. Rápido me apercebi que tudo não passava de uma camada de definições e tretas que nunca poderiam ser traduzidas em actos uniformes. Tudo isto porque constatei um erro colossal no dicionário. Uma definição que corrobora toda esta investigação. Como sabemos a política, assim como todo o nosso espaço sideral, é regido pelo humano, strictus sensus. Ora, assim sendo, nada disto se pode constatar na íntegra. O ser humano, aparece, no dicionário, definido como: humano




do Lat. humanu
adj.,
próprio do homem;

relativo ao homem;

bondoso;

benigno;

compassivo;

s. m.,
(no pl. ) o género humano.

Como acima se pode ver, o termo humano surge definido como algo relativo a bondoso, benigno, compassivo. Certamente obra de uma época de humanistas, estes termos encontram-se actualmente dissociados do homem. Logo, sabendo que, contemporaneamente, o termo humano vem associado a: corrupção, vaidade, luxúria, promiscuidade, e um cento de coisas de igual forma anti-coisa, como é que a política pode singrar? Ou simplemente ser credível? É o mesmo que pedir ao rato para guardar o queijo. Mas isto de monopólios e oligopólios sempre assim foi. O povo unido sempre foi vencido (ok ok, temos o 25 de Abril de 74…).
Um outro aspecto que particularmente me fascina é a vulgaridade/abusividade dos termos usados por gentalha da política: Retórica, Demagogia. Quando presenciamos um debate político, nossos queridos e inocentes ouvidos, são frequentemente o sentido mais agredido. Dolcere, movere e delectare, como diria qualquer Retórico Aristotélico, são de longe os ideais da política e seus praticantes que religiosamente profanam a verdadeira Retórica. Quem não ouviu, logo após um discurso de um ente querido político, advir um outro sósia da oposição, desvalorizando o teor do discurso de seu amigalhaço com palavras como: “Sr. Primeiro das Obras Públicas Que Nunca Passam Da Capital A Não Ser Que Dê Para Meter Uma Boa Maquia Ao Bolso, o que o Sr. acabou de dizer, é pura Demagogia. Ou então:” Sr. Qualquer Coisa o que o Senhor fez, foi um belo exercício de Retórica”. Como que se isto fosse assaz de contradizer algo. São os verdadeiros bacocos. Mas é o que frequentemente acontece como nos é mais que familiar. Uns puxam de uns números de uma empresa conhecida que até lhes faz o favor de encontrar a estatística exacta, enquanto que, os outros, até têm uma outra empresa que lhes faz o mesmo. Resultado: para um problema em concreto existem 6 estudos diferentes com 6 resultados diferentes. O problema é claro da estatística. De longe pensarmos que é o simples e tradicional “puxar a brasa para a sardinha”, até porque não são dessas coisas. O que ninguém pode, contudo negar, é o facto de o estereotipado político, ser de facto um bom orador. Relativamente bom retórico. Prometem, em campanhas eleitorais, limpar o interior das lâmpadas de todos os lampiões da cidade, como se grau de dificuldade fosse normal, afirmando que os outros partidos não o fizeram porque apenas não tinham capacidades para tal. Srs. Políticos e plebe em geral, não custa nada contrariar os outros desvalorizando o trabalho dos outros, sem argumentos sólidos e concretos. Muito menos apelando aos sentimentos das frágeis pessoas com corações de açúcar que facilmente se dissolvem com uma chuva de mentiras sentimentais. Sabemos que politizar a reforma dos velhinhos, ou a escola das criancinhas é voto certo. Quem não tem coração? O político, que busca no coração dos outros sua vitória, para futura vanglória.

quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

IN DéBito

Mágoas que nos escorrem pelas lágrimas lavando-nos a alma.
Lágrimas que não caem... evitam-se, como que de passividade se tratasse...
Aquando o desejo de explodir, silenciosamente, de uma forma floral e única.
Sentimentos de repressão e oposição. Sentimentos pautados com alegrias insignificantes e não representativas. Lamechas num mundo de heróis e cobardes de igual disfarçados.
Ansiedades descontroladas, misturadas com o alcatrão das estradas que teima em fixar-se na linhas partes que o coloram. Luxurias pobretanas ensanguentadas no elixir da mentira, fazem as delicias dos mais senso comunais. Dispersividades colectivas que levam à unificação do poder individual, arrastando o mortal para a pobreza intelectual. Sabe-se lá como é que isto vai acabar. Talvez numa sobreelvação da mente no sentido mais fútil do termo. Ou numa protuberância na parte interna da nossa massa cinzenta... um cancro talvez.

sexta-feira, 20 de Julho de 2007

FODA

Como que água que corre no sentido inverso ao normal correr do rio ...
Assim somos, numa corrente que nos arrasta... voraz.
Tudo é monopolizado, ou monopolizável.
Somos um caracter num dicionário, um em uns.
Inversamente desproporcional à proporcionalidade...
Uma área no meio de um teorema mais ou menos explicíto de Pitágoras...
Mas que foda hein !?
Somos, sucintamente, estatística... expressão quantitativa, uma merda vá lá ...
Uma merda que aos olhos do poder até nem cheira mto mal... existem os ambientadores ...
Dois apertos de mão e meia dúzia de beijos são necessários numa campanha política, afinal o político é do povo ! Arrepende-se, no entanto, de tanto amistoso acto, toamando um valente banho de imersão para descontaminar de tão imundo povo...
A complexidade do processo social reside no facto de termos que eleger alguém que nos foda... Somos moralmente obrigados ... os que não querem viver com remorsos de pensarem que votaram em alguém que os está, de momento, literalmente a foder, são culpados de falta de civismo, de não cumprimento de uma outra merda a que chamam de "dever". Ora vamos lá ver uma coisa: Se eu, como cidadão tenho o "dever" de votar, eles, a classe política, tem o "dever" de não nos foder ... certo ou errado !? Facto que não se consuma... Pelo contrário, eles, les politiques, são analogamente uns fodilhões ... usam e abusam da foda... são os mestres, os polifoda. Fodem-nos de várias e intensas formas .... Rapidinhas ou demoradas, caprichadas ou à bruta, com ou sem preliminar. A verdade é universal: Ninguém diz que nos ama no fim... Sei que a analogia é um bocado exagerada, pois na FODA o prazer é dito como "a meias", sendo neste caso, o político o único que se vem... abusado...
Vivemos pois num mundo, como meu pai docemente me diz onde "anda meio mundo a foder outro meio". A velhice é um posto e à que acreditar em quem mais fodido é ! Palavras simpáticas, mais: fofinhas acrescento, são-nos transmitidas via ... muita via ... cada um compra/paga pelo meio que quiser ... TV, Imprensa escrita, revistas, bla bla bla ... À pois é !!!! a FODA é paga ... Mais uma foda... Cá nos ficamos pela liberdade de pagamento pelo menos. Menos mal, podiam ser extra-exigentes... Putas finas, na gíria. Somos todos uma camada de prostítutas baratas que se deleita obrigatoriamente com as grandes fodas que nos dão ... que bom !!!! mnhummy. Sócrates, só mais uma, anda lá ... só mais uma.... Ele ou qq outro polifoditico de serviço... oposição, pró ou contra ... Mudam as caras, mudam as fodas... Sado-maso, canzana, missionário... Um Kamasutra delas. Só escolher: "por favor, hoje era uma Mendes au lait e se desse pra por o lait tres tres chaud era o ideal." Cá andamos, tesos como virotes, endividados com Deus e com a Banca. Mas sempre com um sorrizinho na boca... esgaçado. Acolhedores de quem nos visita, burrinhos digo eu. Tudo damos e nada recebemos, olhados como uns tristes. Temos como orgulho uma Amália que morreu de tanto cantar, um Euzébio que mal se tem de pé e a merda dos Descobrimentos nos quais tudo descobrimos e nada ficamos... Como diria Eduardo Lourenço, hiperidentidade. Para sempre seremos uma camada de súbditos, regidos incontestávelemente por um edil Napoleónico que, a seu sabor, nos levará neste rio.